Romeu e Julieta

Por Ruiz

Essa semana fomos surpreendidos por uma comovente e trágica história de amor. Acho que vocês devem ter visto esse caso, que já estampa a capa de algumas revistas, e já sabem do que se trata.

Não quero fazer sensacionalismo sobre o fato, mas fazer uma análise desse fato tão triste. Um lindo casal de namorados, perdidamente apaixonados, mas com um inimigo poderoso entre eles – a droga. E em um momento de falta de lucidez, o rapaz sacrifica a sua própria vida. Sem suportar essa situação, poucos meses depois ela não resiste ao vazio e se junta a ele.

O amor é algo inexplicável. Tira de nós o juízo, o discernimento e a razão. É visceral e inexplicável. Por mais romântico e inverossímel que seja a história de Romeu e Julieta, ela insiste em se repetir na vida real, e não é tão difícil de sabermos de casos similares. Há a citação de Camões, que o “amor arde sem se ver, que é ferida que dói e não se sente…” e tantas contradições que são tão presentes em nossos corações. Não sei se vocês já viveram um amor visceral, desesperado, romântico, intenso e apaixonado. Algumas vezes sentimos isso na vida. Mas há ocasiões que isso é mais forte. E a simples ideia ou hipótese de perder a pessoa amada, nos faz perder o senso do real.

Projetar a nossa felicidade em alguém é um grande erro, que tantos de nós cometemos. Quando há a correspondência, ótimo… O problema é que “amar” é um verbo intransitivo, já dizia o famoso livro. Amor é algo que vive sozinho, mas não se realiza sem alguém mais. E quando o complemento desse amor acaba de modo abrupto e inesperado o resultado pode ser fatal.

Já viveu algo parecido? Já sentiu o desespero de um amor perdido? Honestamente… acho que a gente nunca se recupera, mas encontra motivos pra continuar e a vida acaba voltando ao normal. Mas aque aperto no coração sempre vai voltar, com uma música, um cheiro, um lugar, que faz a gente sentir o coração parar de bater por um ou dois segundos. E sorte de quem consegue ter uma saudade gostosa.

Beijos,
Ruiz

7 thoughts on “Romeu e Julieta

  • abril 1, 2011 em 8:19 pm
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    “E sorte de quem consegue ter uma saudade gostosa.”
    Verdade, são poucos os términos que não trazem sentimentos, digamos, ruins…
    Concordo com você, quando o amor é verdadeiro, sempre vai ficar na nossa lembrança, lá num cantinho da memória esperando o momento inoportuno de aparecer

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    • abril 2, 2011 em 2:52 pm
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      Oi Paola,
      Infelizmente essa história aconteceu comigo também. Hoje há uma lembrança boa – mas muito dolorida – do que passou. E você tem razão, esperando sempre um momento inoportuno pra aparecer.
      Obrigado pelo carinho,
      Ruiz

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  • abril 4, 2011 em 1:13 pm
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    “Amor é algo que vive sozinho, mas não se realiza sem alguém mais.”
    Essa frase define perfeitamente o sentimento do amor,pq mts vezes sentimos ele sozinho,um amor não correspondido,outras de tanto amar ocorre casos como o citado acima.
    Mês passaso pude presenciar uma situação parecida:o marido de uma amiga morreu e ela desolada tbm ameaçou se matar,não quis saber nem mesmo do filho deles.
    O que fazer numa situação dessas?
    Acho que quando amamos mesmo com a perda,o sentimento permanece ali,guardado,ás vezes como uma lembrança boa,ás vezes como uma lembrança dolorida,cabe á pessoa saber administrar esse sentimento!
    Bjs

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  • abril 4, 2011 em 5:33 pm
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    Muito triste o acontecido!
    Mas a falta de Deus no coração da humanidade faz com que as pessoas percam a esperança da vida, ainda mais uma mãe deixar 2 filhos por um amor!
    Não sei se justifica tal barbaridade! E o amor incondicional dos filhos onde cabe nessa loucura toda?

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